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Blog · Para quem responde por pipeline

O inventário que o LinkedIn não vende

Alcance custa CPM e está à venda. A assinatura de um diretor embaixo de um argumento, na timeline de quem decide, não está — e essa é a diferença.

Toda conversa sobre presença executiva no LinkedIn acaba na mesma objeção, e ela é justa: por que não simplesmente comprar mídia?

A resposta curta é que você já pode comprar quase tudo o que um programa de conteúdo entrega. Alcance, frequência, segmentação por cargo e empresa — tudo isso tem preço de tabela e entrega mais rápido. Se o objetivo é impressão ao menor custo, mídia paga ganha, e quem disser o contrário está vendendo.

O que não está à venda é uma coisa só.

O LinkedIn não permite anunciar a partir de um perfil pessoal

Você pode promover a página da empresa. Pode rodar Thought Leadership Ads, que impulsionam um post existente de um funcionário. O que você não pode fazer é criar, do zero, um anúncio que apareça como se fosse a publicação orgânica de um diretor seu.

Esse inventário não existe no leilão. Não é caro — é indisponível.

E é justamente ele que muda o comportamento de quem está do outro lado. Um post promovido da empresa é reconhecido como comunicação institucional em cerca de meio segundo. Um argumento assinado por um Managing Director, aparecendo entre um colega e um ex-chefe, é lido como uma opinião de alguém. A diferença não é de alcance. É de quem está falando.

O que se constrói fica

O segundo ponto é mais prosaico e costuma pesar mais no orçamento do ano seguinte.

Campanha de mídia é aluguel. No dia em que o investimento para, o alcance vai a zero — e o público construído não é seu, é do leilão. A rede de um executivo é o oposto: cada conexão relevante adicionada em março continua lá em novembro, e continua lá se ele trocar de fornecedor de conteúdo.

Isso não torna mídia paga uma escolha ruim. Torna as duas coisas não substituíveis, o que é diferente. Programas de conteúdo executivo e mídia paga resolvem problemas distintos, e a maior parte das empresas que compara as duas está fazendo a pergunta errada.

A pergunta que vale fazer

Se você vende contratos de seis ou sete dígitos para dez a trinta contas nomeadas, a métrica útil não é alcance. É cobertura: quantas das pessoas que participam da decisão de compra nas suas contas-alvo já estão a um grau da rede dos seus líderes?

Essa conta pode ser feita antes de comprar qualquer coisa, com o Sales Navigator que o seu time provavelmente já tem. Costuma ser desconfortável — a cobertura real quase sempre é menor do que a percebida — e é a única forma honesta de dimensionar se esse tipo de programa faz sentido para você.

O que dá para medir, e o que não dá

Vale ser explícito, porque a indústria não costuma ser.

Dá para medir: decisores alcançados por conta-alvo, taxa de aceite de convite, conversas abertas, reuniões originadas, pipeline influenciado.

Não dá para medir com honestidade: leads atribuídos por post. Qualquer fornecedor que prometa isso está usando um modelo de atribuição que não sobrevive a uma pergunta de follow-up.

Se a sua diretoria exige atribuição de último clique para aprovar investimento, este tipo de programa vai decepcionar — e é melhor descobrir isso agora do que no terceiro trimestre.

Veja isso no contexto da sua empresa.

Trinta minutos com o nosso time, e você sai com o diagnóstico da presença dos seus executivos.